quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Drops Poético #4


Memento Mori 

É na finitude que sempre esbarramos
Ao tentar mensurar humanas grandezas
Não é de nossa natureza a onipotência
E sobre isso aja, pense e tão logo esqueça

Que os medíocres herdem o mundo
Com suas sádicas e seduzentes miragens
O tempo clama por uma demanda mais profunda
Não, não viveremos a eternidade

Nem o intervalo de um suspiro nos pertence
Ao contrário, é ele que nos esgota
Lentamente nos corrói, nos desgasta...
Fatalmente, o tempo tudo ao pó retorna

Tão logo entendas, peço que viva o agora
Cante as canções da vida, os seus acordes...
Semeie as virtudes que bem lhe fazem
Que as colherá nos caminhos além da morte

G.F.M.V


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